20 março 2011

Subir e descer a Montanha da transfiguração: duas faces da mesma ação evangelizadora

Estimados irmãos e irmãs catequistas de nossas comunidades de fé, que o Senhor Jesus enviado do Pai ilumine a caminhada de cada um de vocês.

Neste fim de semana, 2º domingo do tempo quaresmal, o Evangelho nos apresenta o episódio da transfiguração do Senhor. Mateus tem a pretensão de apresentar Jesus como o Novo Moisés, aquele que sobe ao monte, mas que não o fez sozinho como Moisés, mas acompanhado por Pedro, João e Tiago. Jesus leva consigo o ser humano ao encontro com Deus. Por outro lado, Ele não é apenas o Novo Moisés, conforme a mensagem teológica de Mateus, mas a presença do próprio Deus na comunidade daqueles que acreditam. É a presença visível do próprio Deus feito ser humano.

Depois das manifestações no monte da transfiguração, do susto que os discípulos tiveram, do desejo de construir ali três tendas..., ao se levantarem, não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus que desce da montanha com eles.

As revelações e as manifestações da montanha dão lugar à missão. A revelação que os discípulos tiveram com Jesus – sua glória, sua divindade, seu esplendor, – não devem ser um empecilho alienante para a evangelização. Por isso, ao descer da montanha, Jesus adverte seus discípulos para que não contem a ninguém nada do que tinha acontecido, até que Ele tivesse ressuscitado dos mortos.

É necessário que façamos em nossas vidas a experiência de Jesus Ressuscitado. Ele é o centro de nossas vidas, nossas lutas, empreendimentos. Por isso no momento histórico atual devemos caminhar. O descer da montanha para evangelizar se faz necessário. Descer de nossas estruturas paroquiais, de nossos trabalhos muitas vezes centralizados, de nossas organizações fechadas para irmos ao encontro de tantos irmãos e irmãs que não conhecem verdadeiramente Jesus. A descida talvez seja de mudanças internas, do egoísmo, do fechamento, da preguiça, do preconceito e de tantos entraves para que possamos colaborar para que muitos de nossos irmãos conheçam com mais nitidez o rosto de Jesus.

Você, catequista e agente de pastoral de nossas comunidades arquidiocesanas, não tenha medo de subir a montanha para conhecer Jesus, através da oração, da leitura espiritual, da leitura da Sagrada Escritura, de encontros de formação, retiros. Por outro lado, não tenha medo de descer da montanha até os irmãos e irmãs que precisam de você, de ir aos que talvez nem estejam interessados no anúncio do evangelho. Não tenha medo de descer da montanha da tranquilidade para que uma ação evangelizadora da Igreja seja concretizada, com ousadia e determinação.

Que Jesus Ressuscitado, Filho amado do Pai e atuante em nossa história pela força do Espírito Santo esteja com todos vocês.







Pe. Francisco Carlos Neto
Assessor Arquidiocesano da Catequese

 
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